Doença de Peyronie: Diagnóstico e Tratamento da Curvatura Peniana, no ABC Paulista
A Doença de Peyronie é uma doença adquirida caracterizada pela formação de placas de tecido fibroso (cicatricial) na túnica albugínea do pênis, que provoca curvatura, encurtamento, dor na ereção e, em alguns casos, dificuldade de penetração. Apesar de afetar cerca de 1 a 10% dos homens adultos, muitos demoram a procurar ajuda por insegurança, e é justamente o diagnóstico precoce que amplia as chances de tratamento sem cirurgia.
O Dr. Ricardo H. De Rizzo (CRM 193042-SP | RQE 135640), urologista e andrologista, conduz a avaliação completa da curvatura e do estágio da doença, definindo a conduta mais conservadora possível para cada caso. O consultório fica localizado na Av. Portugal, 1285, 3° andar, Centro, Santo André - SP.
O que é e por que acontece
A placa de Peyronie surge a partir de microtraumas repetidos durante a relação sexual, especialmente em situações de maior rigidez peniana, que cicatrizam de forma desorganizada. Fatores como predisposição genética, diabetes, tabagismo e contraturas (como a de Dupuytren nas mãos) aumentam o risco. O resultado é uma área que não se "estica" como o resto do tecido, causando deformidades como curvatura, encurtamento ou afilamento do pênis.
As duas fases da doença
- Fase aguda (inflamatória): dura de 6 a 18 meses, com dor na ereção e curvatura que ainda está mudando. É a janela ideal para tratamento clínico.
- Fase crônica (estável): a placa "endurece" e a curvatura para de progredir. Quando há prejuízo funcional, costuma ser a fase em que se discute a correção cirúrgica.
Sinais e sintomas
- Curvatura peniana durante a ereção
- Dor peniana
- Presença de placa palpável no pênis
- Encurtamento peniano
- Dificuldade de ereção em alguns casos
- Dificuldade ou impossibilidade de penetração
Impacto psicológico
A Doença de Peyronie pode ter impacto significativo na saúde mental e na qualidade de vida. Muitos pacientes apresentam ansiedade, baixa autoestima, vergonha e até sintomas depressivos, frequentemente associados à alteração da imagem corporal e às dificuldades na vida sexual. A abordagem deve sempre considerar esses aspectos.
Como é feito o diagnóstico
- Anamnese detalhada: início dos sintomas, evolução da curvatura, presença de dor e impacto funcional.
- Exame físico: palpação da placa fibrosa, avaliação do comprimento peniano e identificação de deformidades.
- Avaliação fotográfica: fotos do pênis em ereção (realizadas pelo paciente em ambiente privado) são fundamentais para documentar o grau e o tipo de curvatura.
Em casos selecionados, pode-se utilizar o ultrassom Doppler peniano com fármaco-indução, que mede a curvatura com o pênis ereto e avalia o fluxo sanguíneo, descartando disfunção erétil associada, comum nesses pacientes.
Opções de tratamento
O tratamento depende da fase da doença e do grau de curvatura.
Tratamento na fase inicial (aguda)
O foco é o controle da dor e da inflamação.
- Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios
- Injeções na placa (colagenase/verapamil)
- Antioxidantes para modular a inflamação
- Ondas de choque de baixa intensidade: indicadas para alívio da dor, sem correção da curvatura
- Terapia de tração peniana: uso de aparelho de tração por 30 a 90 minutos por dia para reduzir curvatura e recuperar comprimento (mais utilizada na fase estável — ver página dedicada)
Quando a cirurgia é indicada?
É o tratamento mais eficaz na fase crônica.
- Curvatura estável por pelo menos 3 a 6 meses
- Dificuldade ou impossibilidade de penetração, impedindo a relação
- Deformidade significativa
- Insatisfação com a função sexual
- Falha no tratamento conservador
Tipos de cirurgia
- Plicatura peniana (encurtamento do lado oposto à placa com pontos). Vantagens: técnica mais simples, menor tempo cirúrgico e menor risco de disfunção erétil. Contras: pode causar encurtamento peniano.
- Incisão ou retirada da placa com colocação de enxerto. Vantagens: indicada para curvaturas mais complexas ou graves, com melhor preservação do comprimento. Contras: maior complexidade e maior risco de disfunção erétil.
- Implante de prótese peniana: indicado para pacientes com Doença de Peyronie associada a disfunção erétil significativa. Pode corrigir a curvatura e restaurar a rigidez peniana.
Dúvidas frequentes
Avalie sua curvatura com um especialista
Quanto antes a Doença de Peyronie é avaliada, maiores as chances de tratamento sem cirurgia. Agende sua consulta com o Dr. Ricardo.
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