Tratamento de cálculo renal — Dr. Ricardo H. De Rizzo
Urologia

Cálculo Renal em Santo André: da Cólica ao Tratamento Definitivo

A pedra nos rins (cálculo renal ou urinário) é uma das causas mais frequentes de dor abdominal aguda e atinge cerca de 1 em cada 10 pessoas ao longo da vida, com predomínio em homens entre 30 e 50 anos. O problema não termina quando a dor passa: sem investigação da causa, metade dos pacientes forma um novo cálculo em até 5 anos. Tratar a crise é apenas o primeiro passo — o objetivo real é eliminar o cálculo e impedir que ele volte.

O Dr. Ricardo H. De Rizzo (CRM 193042-SP | RQE 135640), urologista e andrologista, conduz o tratamento do cálculo urinário em suas duas frentes: a resolução do cálculo atual, com a técnica menos invasiva possível para cada caso, e a investigação metabólica que previne novas crises. O consultório fica na Av. Portugal, 1285, 3° andar, Centro, Santo André — SP.

Por que o cálculo se forma

A urina carrega sais e minerais dissolvidos. Quando ela fica muito concentrada — ou quando faltam substâncias que inibem a cristalização, como o citrato — esses sais se agrupam e formam cristais que crescem até virar um cálculo. Os principais fatores são:

Tipos de cálculo — e por que isso muda o tratamento

Por isso o cálculo eliminado deve ser guardado e enviado para análise de composição: é essa informação que direciona a prevenção.

Sintomas: como reconhecer uma cólica renal

A dor típica surge de forma súbita na região lombar ou no flanco, em ondas de intensidade forte, e pode irradiar para a virilha e para os testículos. Costuma vir acompanhada de:

Cálculos parados dentro do rim podem ser completamente silenciosos e aparecer só em exames de rotina.

Quando procurar atendimento de urgência

Alguns sinais indicam obstrução com risco para o rim ou infecção grave e exigem avaliação imediata:

Como é feito o diagnóstico

Opções de tratamento

  1. Tratamento clínico e expulsivo: indicado para cálculos pequenos, em geral até 5 a 6 mm, que têm boa chance de sair espontaneamente. Combina hidratação, analgesia adequada e, em casos selecionados, medicação que relaxa o ureter para facilitar a passagem, com acompanhamento por imagem.
  2. LECO — litotripsia extracorpórea por ondas de choque: as ondas são geradas fora do corpo e fragmentam o cálculo, que é eliminado na urina. Sem cortes e sem instrumentos dentro do corpo; melhor indicação para cálculos menores, de densidade mais baixa e bem posicionados.
  3. Ureteroscopia com laser (semirrígida ou flexível): o acesso é feito pelo canal urinário, sem nenhum corte. Uma câmera fina chega até o cálculo e o laser o pulveriza. É a técnica que atinge as maiores taxas de rim livre de cálculo em uma única sessão e trata cálculos duros em qualquer parte do ureter e do rim. Costuma exigir a permanência temporária de um cateter duplo J.
  4. Nefrolitotomia percutânea: para cálculos grandes, acima de 2 cm, ou coraliformes. O acesso ao rim é feito por uma punção de cerca de 1 cm na região lombar, permitindo retirar grande volume de cálculo em um único procedimento.
  5. Cirurgia laparoscópica ou robótica: reservada a situações anatômicas específicas, como estenose de junção associada, divertículos e rins ectópicos.

A escolha não é uma questão de preferência: depende do tamanho, da dureza, da localização, da anatomia do paciente, da função renal e da presença de infecção.

O cateter duplo J: o que esperar

É um tubo fino e flexível colocado entre o rim e a bexiga para garantir a drenagem da urina. Ele pode causar sensação de peso na região lombar, urgência urinária, ardência ao urinar e um pouco de sangue na urina — sintomas incômodos, porém temporários e controláveis com medicação. A retirada é rápida, feita por via endoscópica, e o cateter tem prazo definido para sair: nunca deve ser esquecido.

Prevenção: como não formar novos cálculos

Dúvidas frequentes

Não. O álcool desidrata e o efeito diurético é passageiro; nos cálculos de ácido úrico, ainda piora o quadro. Água é o que funciona.
Não. Cálculos pequenos costumam sair sozinhos com hidratação e medicação. A intervenção entra quando há dor persistente, obstrução, infecção, cálculo grande demais para passar ou risco para a função renal.
O procedimento é feito sob anestesia, sem cortes. O desconforto do pós-operatório vem principalmente do cateter duplo J, quando necessário, e é controlado com medicação. A maioria dos pacientes retorna às atividades leves em poucos dias.
Pode, quando a obstrução se mantém por muito tempo ou quando há infecção associada e crises repetidas. É por isso que cálculos assintomáticos também precisam de acompanhamento.
Sim, principalmente se foi mais de um episódio. A investigação metabólica identifica a causa e permite uma prevenção dirigida — que é o que reduz a chance de repetir o processo todo.
Sim. A doença litiásica é hoje considerada parte do espectro da síndrome metabólica, e o controle dessas condições faz parte do tratamento.

Já teve cólica renal mais de uma vez?

Agende uma avaliação para definir o tratamento do cálculo atual e investigar por que ele se formou.

Falar no WhatsApp