Tratamento de disfunção erétil — Dr. Ricardo H. De Rizzo
Tratamento

Tratamento de Disfunção Erétil em Santo André: Investigar a Causa Antes de Tratar o Sintoma

Disfunção erétil é a dificuldade persistente — por três meses ou mais — de obter ou manter uma ereção suficiente para uma relação satisfatória. Ela atinge mais da metade dos homens entre 40 e 70 anos em algum grau e vem aparecendo cada vez mais cedo. Mesmo assim, continua sendo tratada por conta própria, com comprimidos comprados sem orientação, em vez de ser investigada. E aqui está o ponto que muda tudo: a ereção é um evento vascular, hormonal, neurológico e emocional ao mesmo tempo. Tratar sem saber qual desses sistemas está falhando é apostar.

O Dr. Ricardo H. De Rizzo (CRM 193042-SP | RQE 135640), urologista e andrologista, conduz a investigação completa da causa e organiza o tratamento em etapas — do ajuste de fatores reversíveis às terapias avançadas —, com o apoio de uma equipe multidisciplinar quando o caso exige mais do que uma abordagem isolada.

A ereção depende de quatro sistemas funcionando juntos

  1. Vascular: o pênis precisa receber um grande fluxo de sangue arterial e reter esse sangue
  2. Neurológico: os nervos precisam levar o estímulo do cérebro e da região pélvica
  3. Hormonal: testosterona, tireoide e prolactina modulam desejo e resposta
  4. Psicológico: ansiedade, expectativa e contexto do relacionamento influenciam diretamente a resposta

A causa mais comum na prática não é uma só: é a combinação de um fator físico inicial com o componente de ansiedade que se instala depois dos primeiros episódios.

Um sinal de alerta que vai além do sexo

As artérias do pênis têm 1 a 2 mm de calibre; as coronárias, 3 a 4 mm. Quando existe um processo de aterosclerose em curso, os vasos menores dão sinal primeiro. Por isso a disfunção erétil de origem vascular costuma anteceder em anos um evento cardíaco — estudos apontam intervalos médios em torno de três anos entre o início do sintoma sexual e o diagnóstico de doença coronariana.

Traduzindo: a queixa de ereção pode ser a primeira oportunidade de identificar diabetes, hipertensão, colesterol alto ou apneia do sono ainda não diagnosticados. Avaliar risco cardiovascular faz parte do tratamento da disfunção erétil — não é um desvio do assunto.

Principais causas

Como é feita a avaliação

As etapas do tratamento

  1. Corrigir o que é reversível: atividade física regular, especialmente aeróbica, tem efeito comprovado sobre a função erétil. Perda de peso, cessação do tabagismo, tratamento da apneia do sono, controle de diabetes e pressão, redução do álcool e revisão das medicações em uso frequentemente melhoram o quadro sem que nada mais seja necessário. Nenhum tratamento avançado compensa uma base descuidada.
  2. Medicações orais (inibidores da PDE5): sildenafila, tadalafila, vardenafila e similares aumentam a resposta ao estímulo sexual. Elas não produzem ereção sozinhas, a dose e o modo de uso importam, e uma tentativa frustrada não significa falha do tratamento. A tadalafila em dose diária baixa é uma estratégia útil para quem quer espontaneidade e para quem tem sintomas urinários de próstata associados. Contraindicação absoluta: uso de nitratos.
  3. Terapia injetável intracavernosa: alta eficácia, inclusive quando os comprimidos não funcionam — como em diabéticos de longa data e no pós-operatório de próstata. A aplicação é ensinada e treinada em consultório, com ajuste individualizado de dose.
  4. Ondas de choque de baixa intensidade: tratamento não invasivo que estimula a formação de novos vasos, atuando na causa vascular do problema. Indicada em perfis selecionados de disfunção erétil vasculogênica leve a moderada.
  5. Dispositivo de vácuo: alternativa não medicamentosa, útil também na reabilitação peniana após cirurgia de próstata, ajudando a preservar o tecido erétil no período de recuperação dos nervos.
  6. Reposição hormonal: indicada quando há hipogonadismo confirmado por sintomas e exames repetidos — não pela simples vontade de "aumentar a testosterona". Exige atenção especial em quem deseja ter filhos, pois a testosterona externa reduz a produção de espermatozoides.
  7. Prótese peniana: solução definitiva para os casos refratários às demais opções, com altos índices de satisfação. Não altera sensibilidade, orgasmo ou ejaculação — atua apenas na mecânica da ereção.

O tratamento multidisciplinar: por que ele muda o resultado

A disfunção erétil raramente tem uma causa única, e é por isso que os melhores resultados vêm de um cuidado coordenado. O tratamento urológico pode ser integrado a:

Esse é o modelo de atendimento do consultório: um plano único, construído por várias especialidades, em vez de tratamentos paralelos que não conversam entre si.

Homens jovens também têm disfunção erétil

A procura por avaliação abaixo dos 40 anos cresceu — e as causas mais frequentes nessa faixa são diferentes: ansiedade de desempenho, uso de esteroides anabolizantes (com supressão hormonal que pode persistir após o ciclo), álcool e drogas, apneia do sono, sedentarismo com síndrome metabólica precoce e expectativas irreais construídas pelo consumo de pornografia. Nesse grupo, a chance de reverter o quadro é alta — desde que a investigação seja feita corretamente, sem automedicação.

Dúvidas frequentes

Depende da causa. Quadros por ansiedade, medicamentos, hormônios ou fatores metabólicos frequentemente revertem. Quando há dano vascular ou neurológico estabelecido, o objetivo passa a ser recuperar a função com o tratamento adequado — e há solução para praticamente todos os casos.
Tem. Boa parte das "falhas" é, na verdade, uso incorreto: dose insuficiente, poucas tentativas, ausência de estímulo, álcool associado ou hipogonadismo não tratado. E, mesmo em falha real, existem terapia injetável, ondas de choque, vácuo e prótese.
Na maioria dos casos, os dois. Um bom indício: se as ereções matinais e a masturbação estão preservadas, mas o problema aparece só na relação, o componente emocional pesa mais. Ainda assim, a investigação clínica é necessária.
Não. A idade aumenta a prevalência, mas disfunção erétil não é uma consequência inevitável de envelhecer — é um sinal de que algo deve ser avaliado.
Sob prescrição, sim: a dose diária baixa é um esquema aprovado e útil em casos selecionados. O que não se deve fazer é usar por conta própria, sem investigação e sem checar interações — principalmente com nitratos.
Medicações orais agem na mesma dose em que são tomadas. Já as mudanças de estilo de vida, a fisioterapia pélvica e as ondas de choque atuam de forma progressiva, com avaliação de resposta em geral entre 4 e 12 semanas.
Não é obrigatório, mas ajuda. O silêncio costuma alimentar o problema, e o envolvimento da parceria melhora a adesão e os resultados.

Trate a causa, não só o sintoma

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